Sobre o Olivreto
Uma editora para histórias que são de todos
O Olivreto publica clássicos cujos direitos autorais já terminaram e, ao lado deles, histórias novas que temos licença para publicar, enviadas por quem as escreveu. Preparamos cada uma, damos capa e guia de leitura, e deixamos aberta para qualquer pessoa ler, de graça.
Não só clássicos
Contos, webnovels e fanfics originais também entram. Peça a conta de autor: depois de aprovada, você completa a ficha de autor, aceita o Termo do Autor e publica pela Mesa editorial. Os direitos continuam seus.
Solicitar conta de autorO que é domínio público
Pela lei brasileira (Lei 9.610/98), os direitos patrimoniais do autor duram a vida inteira e mais 70 anos depois da morte, contados a partir de 1º de janeiro do ano seguinte. Depois disso, a obra entra em domínio público: qualquer pessoa pode publicar, traduzir e compartilhar.
Duas coisas permanecem. O autor é sempre creditado, e a obra não é deturpada. E uma tradução é uma obra nova, com direitos próprios. Por isso nunca republicamos a tradução recente de outra pessoa: fazemos a nossa a partir do original.
Pelo mundo
Não existe um domínio público único. A Convenção de Berna, assinada por quase todos os países, fixa um mínimo de vida do autor mais 50 anos, e cada país pode ir além. Um livro pode estar livre num lugar e protegido em outro, o que importa para um site lido em português e em inglês.
| Onde | Quanto duram os direitos | Livres em 2026 |
|---|---|---|
| Brasil | Vida + 70 anos | Autores mortos até 1955 |
| Portugal e União Europeia | Vida + 70 anos | Autores mortos até 1955 |
| Reino Unido, Argentina, Austrália | Vida + 70 anos | Autores mortos até 1955 |
| Estados Unidos | 95 anos da publicação (para livros de 1927 a 1977) | Em geral, livros publicados até 1930 |
| Canadá | Vida + 70 anos desde 2022 (eram 50) | Autores mortos até 1971 |
| Japão | Vida + 70 anos desde 2018 (eram 50) | Autores mortos até 1967 |
| China | Vida + 50 anos | Autores mortos até 1975 |
| México | Vida + 100 anos | Um dos prazos mais longos do mundo |
- Quando um país aumenta o prazo, os livros que já eram livres costumam continuar livres. Por isso Canadá e Japão ainda têm um intervalo entre a regra antiga e a nova.
- A União Europeia aplica a “regra do prazo mais curto” a obras de fora do bloco: um livro estrangeiro não fica protegido lá por mais tempo do que no país de origem. Os Estados Unidos, não.
- Cada camada de um livro tem o seu próprio relógio. As ilustrações de Edmund Dulac que usamos, de quem morreu em 1953, só ficaram livres no Brasil e na Europa em 2024; um prefácio ou uma tradução recentes podem continuar protegidos.
Um resumo para leitores, não uma orientação jurídica. Há exceções, como obras anônimas, póstumas, coletivas e governamentais.
Como cada edição é feita
- 1
Conferimos que a obra é livre
Um livro só entra quando está em domínio público no Brasil, em Portugal e no resto da União Europeia, e nos Estados Unidos, para que leitores dos dois lados do Atlântico possam abri-lo.
- 2
Partimos do original
O texto vem de uma fonte aberta, como o Projeto Gutenberg, e a fonte aparece na ficha de cada livro.
- 3
Traduzimos nós mesmos
Uma tradução própria para o português, feita com auxílio de inteligência artificial e lida pela editora capítulo a capítulo.
- 4
Damos capa e guia
Cada livro ganha a capa da casa e um guia de leitura: personagens, lugares e objetos, revelados só até onde você leu.
Para ler junto
- Critique o texto, não a pessoa
- Comentários e avaliações podem ser firmes sobre o livro e gentis com quem lê.
- Guarde o final
- Deixe as reviravoltas fora das avaliações. Muita gente ainda está no capítulo um.
- A editora cuida das estantes
- Podemos ocultar comentários que desrespeitem estas regras.